O Paradoxo da Preservação
Em recente análise sobre o processo de comercialização de produtos artesanais de base cultural observei a necessidade do processo de inserção no mercado de forma a manter-se preservada a matriz cultural a qual determinado objeto faça parte. Ou seja, se faz necessário sua inserção no mercado comercial para que se gere algum subsidio criando sustentação econômico para os detentores do saber tradicional, pois estes, ou carentes de se inserirem na ´piscina de ofertas´ dos bens modernos, ou simplesmente precisando suprir as necessidades básicas de alimentação e moradia, acabam quase que obrigados a renderem-se às lógicas de nercado ou buscando outras alternativas. Nisso, alguns saberes se vão. Ou alguém acha que o governo tem/deve/vai custear ad eternum a cultura e seus produtos, do jeito que as coisas vão?
E ai me vêm um paradoxo no qual se faz necessário ceder aos excessos da mercantilização para sustentar o processo de preservação da base cultural.
Comercialização de Artesanato e Cultura
V V V
mercado <-------produto --<--cultura
V Î
Desenv.econômico ----->----> Manutenção
Ficarei aqui a pensar no assunto, mas já imagino nos ultra-conservadores com seu instinto preservacionista a flor da pele...
À bientôt!
In a recent analysis on the process of marketing of handicraft products observed the cultural basis for the process of entering the market to keep preserved the cultural matrix which particular object belongs. That is, it is necessary to its insertion into the commercial market for a subsidy if it generates creating economic support for the holders of traditional knowledge, for these, or in need of being grouped in the 'pool offers' of modern goods, or simply needing to meet the basic needs for food and shelter, they almost forced to surrender to logic nercado or seeking other alternatives. Herein, some knowledge is vain. Or does anyone think the government has / is / will pay for ad eternum culture and its products, the way things are going? And then I have a paradox in which it is necessary to give in to excesses of commodification process to support the preservation of the cultural base. I will be here to think about it, but I wonder how will be the ultra-conservative with their preservationist instincts under the skin.
Um momento de discussão sobre Design Social no Brasil. A moment of discussion on Social Design in Brazil.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
domingo, 25 de julho de 2010
Foco no processo ou na solução?
Devemos começar a tirar o peso negativo do conceito de mercado utilizado nas soluções de sustentaibilidade aplicadas à sociedade. O mercado está já fazendo parte da vida de todos, e o consumismo já não é um mal urbano, e é tanto compreendido como praticado nos diversos confins do nosso pais, sem nos darmos conta.
O que precisamos é pensar o consumo cosnciente (sem aspas pois não considero um termo, mas sim uma ação), e o mercado entender que o Justo não é um diferencial dificil de ser praticado, mas um segmento a ser potencializado e satisfeito.
O dinheiro não é ´sujo´. O lucro não é ´promiscuo´. Sustentabilidade não é só ambiental.
Devemos lembrar que grupos produtivos precisam autosustentar-se, e para isso, relacionarem-se com diversos segmentos de mercado. Com consciência de quem são e do que querem, para não serem ai subjulgados pelos representantes do mercado (aqui sim com aspas!) ´capitalista´.
O que precisamos é pensar o consumo cosnciente (sem aspas pois não considero um termo, mas sim uma ação), e o mercado entender que o Justo não é um diferencial dificil de ser praticado, mas um segmento a ser potencializado e satisfeito.
O dinheiro não é ´sujo´. O lucro não é ´promiscuo´. Sustentabilidade não é só ambiental.
Devemos lembrar que grupos produtivos precisam autosustentar-se, e para isso, relacionarem-se com diversos segmentos de mercado. Com consciência de quem são e do que querem, para não serem ai subjulgados pelos representantes do mercado (aqui sim com aspas!) ´capitalista´.
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