Devemos começar a tirar o peso negativo do conceito de mercado utilizado nas soluções de sustentaibilidade aplicadas à sociedade. O mercado está já fazendo parte da vida de todos, e o consumismo já não é um mal urbano, e é tanto compreendido como praticado nos diversos confins do nosso pais, sem nos darmos conta.
O que precisamos é pensar o consumo cosnciente (sem aspas pois não considero um termo, mas sim uma ação), e o mercado entender que o Justo não é um diferencial dificil de ser praticado, mas um segmento a ser potencializado e satisfeito.
O dinheiro não é ´sujo´. O lucro não é ´promiscuo´. Sustentabilidade não é só ambiental.
Devemos lembrar que grupos produtivos precisam autosustentar-se, e para isso, relacionarem-se com diversos segmentos de mercado. Com consciência de quem são e do que querem, para não serem ai subjulgados pelos representantes do mercado (aqui sim com aspas!) ´capitalista´.
Um momento de discussão sobre Design Social no Brasil. A moment of discussion on Social Design in Brazil.
domingo, 25 de julho de 2010
domingo, 21 de março de 2010
´Arte Popular conquista novo status´*
Em recente artigo da Folha de São Paulo (* Folha, 14/03/2010), entitulado Arte Popular conquista novo status, podemos ver um exemplo que como a máquina econômica pode funcionar favorecendo projetos de inclusão social, no caso aqui a máquina do mercado das artes, calçado por seus representantes, os críticos e galeristas. Não que ali expressos exemplos disto.
O fato é que o mercado artístico está começando a reconhecer a arte popular como detentora não só de valor artístico, mas também de valores finaceiros além dos de ´chão de feira´. Como arte popular, na visão do artigo, possui produção não repetitiva, o artesanato não se aplica nesta valorização. Ainda não.
Na minha opinião, este processo de valorização financeira de peças de origem popular pode ser utilizado em favor da produção artesanal e agro-artesanal, na região nordeste, em especial. É aqui que encontramos a maior quantidade de representações de produtos com identidade cultural aplicada no Brasil. E é aqui que podemos atrair estes novos olhares, interligando ações com o turismo e os demais segmentos da economia criativa.
Aproveitemos este momento para tirar partido da atenção dada a estas representações da arte popular, e do artesanato popular. Ponhamos-os o real valor que possuem e coloquemos-os na prateleira que merecem.
O fato é que o mercado artístico está começando a reconhecer a arte popular como detentora não só de valor artístico, mas também de valores finaceiros além dos de ´chão de feira´. Como arte popular, na visão do artigo, possui produção não repetitiva, o artesanato não se aplica nesta valorização. Ainda não.
Na minha opinião, este processo de valorização financeira de peças de origem popular pode ser utilizado em favor da produção artesanal e agro-artesanal, na região nordeste, em especial. É aqui que encontramos a maior quantidade de representações de produtos com identidade cultural aplicada no Brasil. E é aqui que podemos atrair estes novos olhares, interligando ações com o turismo e os demais segmentos da economia criativa.
Aproveitemos este momento para tirar partido da atenção dada a estas representações da arte popular, e do artesanato popular. Ponhamos-os o real valor que possuem e coloquemos-os na prateleira que merecem.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Requalificação de espaços comerciais
Embora design social possa ser visto apenas na aplicação em programas de geração de renda ou desenvolvimento social, podemos também ampliá-lo e insirí-lo no que concerne ao desenvolvimento de projetos de melhoria urbana, já que este acaba envolvendo melhoria das condições de trabalho para alguns segmentos econômicos.
é o caso dos projetos de requalificação urbana de antigas áreas comerciais, descaracterizadas pelo uso e tempo e degradadas pela violência do mercado.
Com este tema, escrevi um artigo, na verdade um estudo de caso sobre os Projetos Conceituais de Shopping a Céu Aberto, com o título de "Requalificação Comercial em Centros Urbanos no Interior Baiano", e tive a felicidade de ter este estudo selecionado e publicado no livro Estudos de Casos PROVAR/FIA/USP, que será publicado pela Editora Saint Paul.
O artigo trata da metodologia de trabalho de requalificação urbana utilizando a ferramenta do design estratégico, mas principalmente com a utilização e resgate de elementos culturais aliado ao processo de construção participativa, fazendo com que os interessados finais, os comerciantes, se apropriem desde o início do projeto final.
Compartilho esta informação também para reforçar a atuação do design em nichos específicos, tornando-o ainda mais uma ferramenta interdisciplinar.
é o caso dos projetos de requalificação urbana de antigas áreas comerciais, descaracterizadas pelo uso e tempo e degradadas pela violência do mercado.
Com este tema, escrevi um artigo, na verdade um estudo de caso sobre os Projetos Conceituais de Shopping a Céu Aberto, com o título de "Requalificação Comercial em Centros Urbanos no Interior Baiano", e tive a felicidade de ter este estudo selecionado e publicado no livro Estudos de Casos PROVAR/FIA/USP, que será publicado pela Editora Saint Paul.
O artigo trata da metodologia de trabalho de requalificação urbana utilizando a ferramenta do design estratégico, mas principalmente com a utilização e resgate de elementos culturais aliado ao processo de construção participativa, fazendo com que os interessados finais, os comerciantes, se apropriem desde o início do projeto final.
Compartilho esta informação também para reforçar a atuação do design em nichos específicos, tornando-o ainda mais uma ferramenta interdisciplinar.
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domingo, 15 de novembro de 2009
Simpósio Brasileiro de Design Sustentável
Dias 5 e 6 de novembro último, nas instalações da Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo, aconteceu o 2º Simpósio Brasileiro de Design Sustentável | 2º International Symposium on Sustainable Design, que propõe deixar a sua contribuição para um dos maiores desafios da vida contemporânea: encontrar um caminho sustentável que assegure uma melhor qualidade de vida sem limitar o potencial do mundo futuro.
Foram dois dias de intensa troca de experiência, nacional e internacional, onde pode-se ver que ainda há muitas questões a se tratar, e uma em especial me preocupa: o norte e o nordeste ainda caminha a passos pequenos no desenvolvimento de politicas de pesquisa e ensino na área. Poucos foram os representantes destas regiões a apresentarem trabalhos ou mesmo participarem. Embora seja nestas regiões que se encontrem, no Brasil, áreas de maior necessidade para implantar projetos de geração de renda e preservação ambiental. Sem dúvida, o resultado desse evento científico confirma a importância do campo do design no Brasil e a preocupação contínua para a construção de um mundo mais justo, mas devemos fomentar esta discussão à outras regiões. E um passo já foi dado ao se definir como Recife cidade sede da terceira edição do evento, em 2011. Esperamos até lá termos mais representantes apresentando casos e projetos de pesquisa.
Foram dois dias de intensa troca de experiência, nacional e internacional, onde pode-se ver que ainda há muitas questões a se tratar, e uma em especial me preocupa: o norte e o nordeste ainda caminha a passos pequenos no desenvolvimento de politicas de pesquisa e ensino na área. Poucos foram os representantes destas regiões a apresentarem trabalhos ou mesmo participarem. Embora seja nestas regiões que se encontrem, no Brasil, áreas de maior necessidade para implantar projetos de geração de renda e preservação ambiental. Sem dúvida, o resultado desse evento científico confirma a importância do campo do design no Brasil e a preocupação contínua para a construção de um mundo mais justo, mas devemos fomentar esta discussão à outras regiões. E um passo já foi dado ao se definir como Recife cidade sede da terceira edição do evento, em 2011. Esperamos até lá termos mais representantes apresentando casos e projetos de pesquisa.
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domingo, 1 de novembro de 2009
Eco-Brand
Lendo o último Top of Mind da Folha de São Paulo (ed.29/10/2009) pude notar que da maioria das marcas de produtos citadas, apenas duas tinham o quesito responsabilidade social e ambiental vinculados à sua imagem. Uma delas, de cosméticos, já conhecida nacionalmente pelo seu movimento eco-social, e outra de detergentes. O mais interessante é o fato das outras marcas levantadas não serem citadas, ou não citarem suas ações sociais. Chego a conclusão que as ações sociais que estas executam (acredito que executem!) serem ações pontuais, não vinculadas diretamente à sua imagem, feitas como ações de utilidade pública.
Minha questão é a de quando teremos uma consciência de que ter atitudes socio-responsáveis não são exceção, mas sim padrão. Sim, podemos utilizar como ferramenta de promoção, mas sempre vinculadas à marca, para que tenhamos a sensação de que ter atitudes socialmente e ecologicamente responsáveis é natural.
Minha questão é a de quando teremos uma consciência de que ter atitudes socio-responsáveis não são exceção, mas sim padrão. Sim, podemos utilizar como ferramenta de promoção, mas sempre vinculadas à marca, para que tenhamos a sensação de que ter atitudes socialmente e ecologicamente responsáveis é natural.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Comer com a boca ou com os olhos?
Em recente evento sobre consumo, o professor Celso Grisi (FEA/USP) comentou sobre as necessidades do consumidor de baixa renda. Segundo o professor, este personagem é hoje “racional e exigente, preferindo produtos com qualidade suficiente”, sendo “mais sensível a preço e menos fiel a produtos e marcas” e com boa parte do orçamento gasto com produtos de primeira necessidade, para si e para família.
Trabalhando com comunidades de baixa renda e pouco acesso a meios de comunicação, tenho visto a dificuldade que é o acesso à bens de consumo básicos e cujo apelo comercial tenta atingir os mais longínquos cantos de nosso pais. E ai me veio a questão de como chegar até estes locais e pregar um discurso de valorização da sua cultura como elemento/produto de geração de renda, onde a (pouca) renda que surge vem da produção de bens de subsistência e vai para produtos essenciais para seu dia a dia.
Ou seja, como podemos transformar cultura em renda real, e de outro modo, cultura deve ser a solução para geração de renda?
Lia Krucker, professora da Escola de Design da UFMG, em seu livro ´Design e Território´, fala da tendência da valorização da origem do produto como diferencial mercadológico. E o design entra nesse processo como formatador do produto e gerador de meios de informação para com o potencial consumidor, aproximando-o do território.
Minha questão é se a valorização de elementos não tangíveis conseguirá sobrepor questões elementares/essenciais no consumo. Pensar que o mercado que consome produtos (e regiões) com valores culturais agregados é um público restrito e susceptível às movimentações econômicas nos leva a questão da sustentabilidade destas regiões.
Reinventando uma máxima já batida, devemos pensar o local, agindo localmente, mas ´olhando´ globalmente. A solução pode estar justamente na região, e geralmente, escondida sob o manto do obscurecimento causado pela contemporaneidade, onde o novo sempre prevalece.
Sim, pensamos sempre em satisfazer nossas mais primordiais necessidades (ou pelo menos foi esta a conclusão que Maslow chegou). Primeiro o meu umbigo! E esta cegueira branca não consegue ver que às vezes a solução primordial está sob nossos pés (literalmente, às vezes), e que ali se pode estar a contemporânea tendência futura.
Devemos manter a insistência no resgate, e principalmente manutenção, dos elementos culturais, mas também vinculá-los a outros segmentos econômicos para que os produtos oriundos da inserção de cultura deixem de ter apenas valor intrínseco, mas também valor tangível. Ai poderemos comer não só com a boca.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
A próxima onda
A próxima onda após a Era da Experiência será o Pré-Sentimento, onde as sensações deixarão de serem sentidas no ato (ou contato), para serem experimentadas (ou sentidas) no momento da sua intenção.
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